A Epic Games, desenvolvedora do popular jogo online “Fortnite”, anunciou quinta-feira que está demitindo 830 funcionários. A empresa com sede na Carolina do Norte, que também criou o software Unreal Engine, amplamente utilizado na criação de jogos, disse em e-mail aos funcionários que as demissões representam cerca de 16% de sua força de trabalho.
Demissões após gastos excessivos
Tim Sweeney, CEO da empresa, informou à equipe que a Epic vinha gastando muito mais dinheiro do que ganhava há algum tempo. “Há muito que estou optimista de que seríamos capazes de navegar nesta transição sem demissões, mas, em retrospectiva, vejo que isto não era realista”, escreveu Sweeney num memorando publicado no website da empresa.
Uma redução principalmente em departamentos não relacionados ao desenvolvimento
Cerca de dois terços das demissões ocorrem em equipes fora do núcleo de desenvolvimento, disse ele. A empresa também vendeu seu programa musical Bandcamp para a Songtradr, uma plataforma de licenciamento musical. Cerca de 250 funcionários foram demitidos na cisão do Bandcamp e na cisão de grande parte da SuperAwesome, uma empresa de tecnologia segura para crianças.
Uma grande mudança económica causada pelo sucesso do conteúdo criativo
“Embora ‘Fortnite’ esteja começando a crescer novamente, esse crescimento se deve principalmente ao conteúdo criado pelos usuários com uma parcela significativa da divisão de receitas”, disse Sweeney. “O sucesso do ecossistema criador é uma grande conquista, mas traz consigo uma grande mudança estrutural na nossa economia. »
Remuneração e benefícios para funcionários demitidos
Os funcionários demitidos receberão remuneração igual a seis meses de salário-base, e os trabalhadores dos Estados Unidos, Canadá e Brasil também receberão seis meses de assistência médica remunerada. “Dizer adeus às pessoas que ajudaram a construir a Epic é uma experiência terrível para todos”, disse Sweeney. A empresa anunciou em seu site que não haveria mais demissões e que continuaria contratando para “funções essenciais”.
Fonte: www.latimes.com





