Testemunho do CEO do Google: 10 coisas a saber sobre o processo do Google Play contra o criador do Fortnite

Sundar Pichai testemunha em julgamento antitruste do Google Play

Hoje, o CEO do Google, Sundar Pichai, compareceu ao tribunal pela segunda vez em 2 semanas no processo antitruste movido pela editora Fortnite, Epic Games. Este último alegou que as políticas ilegais e monopolistas implementadas na loja Google Play dificultam a vida dos criadores de aplicações de terceiros, dado que este mercado controla todo o ecossistema Android. Durante seu depoimento, Pichai passou quase 90 minutos respondendo perguntas sobre as práticas comerciais da Google Play Store, bem como sobre as políticas gerais do Google. Vamos descobrir os 10 pontos mais importantes a serem lembrados neste depoimento.

Uso indevido de privilégio legal

Sundar Pichai admitiu ter usado indevidamente o privilégio legal ao marcar documentos como “privilégio de advogado”, mesmo quando não procurava aconselhamento jurídico. Ele disse que fez isso para proteger os documentos de possíveis transferências de e-mail para pessoas que não estavam envolvidas na conversa.

Excluindo registros de bate-papo

Pichai foi questionado sobre a solicitação de que o histórico de uma conversa por e-mail fosse apagado após 24 horas. A conexão feita foi que o Google tinha uma prática de conversas “offline”, e o advogado da Epic sugeriu que isso também se estendia a casos em que as discussões eram relevantes para processos judiciais em andamento, por exemplo, quando a Epic Games processou o Google em 2020 por causa de suas políticas sobre Google Play.

Questionando as práticas do Android

Um advogado da Epic forneceu um resumo de uma reunião entre o CEO do Google e outros executivos do Android em 2013, onde afirmou que talvez a empresa devesse “reconsiderar as regras”, já que o Google não era um “sistema operacional de código aberto” para evitar o pesadelo se “perdemos o controle do Android”. Isso foi feito para mostrar que Pichai estava tentando dificultar a existência daqueles que não estavam na plataforma do Google no ecossistema.

Fonte: www.bing.com