Trinity Trigger: um retrocesso nostálgico aos JRPGs dos anos 90
Os fãs de JRPGs dos anos 90, especialmente aqueles lançados para o SNES, devem ficar atentos ao jogo Trinity Trigger. O jogo conta com uma equipe de desenvolvimento formada por alguns dos melhores nomes dos últimos 30 anos, incluindo aqueles que trabalharam em Xenoblade Chronicles, Octopath Traveler e, é claro, Secret of Mana. O enredo do jogo gira em torno de uma guerra sem fim entre os Deuses da Ordem e os Deuses do Caos, com o jogador no papel de Cyan, o Guerreiro do Caos, acompanhado por Elise e Zantis. Os três heróis estão ligados a Gatilhos, seres estranhos que podem se transformar em armas em batalha. O jogo é bem-sucedido em seu combate e design, com o combate em tempo real sendo um grande destaque. O jogo é uma ótima experiência de JRPG por conta própria, embora o enredo seja um pouco direto demais às vezes e as missões secundárias tendam a ser rasas e simples.
História
O mundo de Trinitia está no centro de uma guerra sem fim entre os Deuses da Ordem e os Deuses do Caos. Para evitar destruir tudo em seu conflito, os deuses concordaram em escolher um campeão e fazê-los lutar em seu lugar, mas não antes de várias de suas armas, chamadas Arma, serem espalhadas pela superfície. Lanças, machados e espadas gigantes tornaram-se o lar de monstros e necrófagos, enquanto os deuses esperam para ver se o Guerreiro do Caos ou da Ordem prevalecerá. Nosso herói, Cyan, é o Guerreiro do Caos, que não é retratado como uma força do mal neste cenário. Em vez disso, o caos é visto como liberdade, enquanto a ordem é mais sufocante e controladora. Forças conspiram para impedir Cyan de cumprir seu destino de manter a guerra entre os deuses o mais longa possível.
Personagens e Jogabilidade
Cyan é acompanhado por Elise e Zantis, ambos atraídos para ajudá-lo em sua busca devido à influência de um dos deuses do mundo. Os três heróis estão ligados a Gatilhos, seres estranhos que podem se transformar em armas em batalha. Os Triggers podem desbloquear novas formas explorando as armas dos deuses, que formam a base para a missão principal do jogo. O combate é disputado em tempo real, com os jogadores atingindo os inimigos com sequências de ataques, desde que o medidor de ação permaneça cheio. Certas armas drenam esse medidor mais rapidamente ou causam mais danos do que outras, então você pode escolher quais funcionam melhor para você. Não há sistema de magia no jogo, então essas armas são a única fonte de poder para os personagens.
Os personagens são divertidos e o design é bonito. O combate parece familiar o suficiente por ser derivado e os jogadores podem alternar entre controlar um dos três personagens sempre que quiserem. O jogo também possui um modo cooperativo local, o que encorajamos porque os personagens controlados por IA fazem algumas escolhas desconcertantes às vezes. O multijogador não é desbloqueado até cerca de duas horas de jogo, depois de recrutar todos os três personagens para o seu grupo. É apenas local e pode ser ativado e desativado no menu principal do jogo.
Gráficos e Som
As cenas que acontecem em momentos-chave do jogo são lindas de se assistir, com uma espécie de sensação de anime pintada à mão que parece ter saído de um livro ilustrado. Os retratos dos personagens que são mostrados durante a maioria das conversas são desse estilo, o que compensa o quão simplista a animação geralmente é. A música foi instantaneamente reconhecida como obra de Hiroki Kikuta, com várias canções despertando memórias profundas da série Mana, mas não parece obsoleta ou datada.
Conclusão
Os fãs de JRPG podem ficar tranquilos sabendo que Trinity Trigger atenderá às suas elevadas expectativas; esta é uma viagem nostálgica que vale a pena fazer. Embora não seja perfeito, com bela arte e música e um sistema de combate que parecerá novo e familiar, é um forte candidato a um dos melhores JRPGs de 2023 até agora.
Fonte: Nintendo Life.





