Starfield: um jogo de exploração espacial com missões secundárias magnéticas e vinhetas estranhas

Starfield: Um jogo espacial cheio de possibilidades mas sem coesão

Introdução: Descubra Starfield, o mais recente jogo da Bethesda Game Studios que mergulha você em um universo espacial rico em possibilidades. Mas apesar da sua escala impressionante e do talento lendário da Bethesda para criar missões secundárias emocionantes e situações estranhas, o jogo sofre de falta de coesão.

Uma introdução que dá vontade de ler mais:
Starfield, a tão esperada última obra da Bethesda Game Studios, promete nos levar a uma aventura espacial sem limites. Com um universo expansivo e missões secundárias, marca registrada da Bethesda, este jogo promete ser uma obra-prima. No entanto, ao sacrificar a exploração direta em favor da escala, luta para oferecer uma experiência de jogo coerente. Descubra neste artigo as diferentes facetas deste tão aguardado jogo.

Subtítulo 1: Um começo pouco convincente
O jogador começa a aventura Starfield em um elevador que o leva a um túnel subterrâneo de uma mina. Os personagens encontrados são programados para recitar seus diálogos sem desviar o olhar de suas tarefas. Essa precisão cirúrgica na coordenação das ações dos personagens dá uma impressão de robotização, lembrando os autômatos das atrações da Disneylândia. Porém, apesar destas pequenas falhas, este início está em linha com os jogos da Bethesda e conduz-nos a um momento chave: a revelação do universo em toda a sua extensão.

Subtítulo 2: A experiência da grandeza diante da decepção
Ao contrário de outros jogos da Bethesda onde a revelação do universo oferece uma experiência grandiosa, Starfield desilude nesta área. Depois de sair do túnel da mina, o jogador se depara com uma área de pouso de concreto no planeta Argos. Esta paisagem cinzenta e monótona contrasta com as vastas extensões verdes de Oblivion ou com as paisagens encantadoras de Skyrim. Esta transição abrupta de confinado para vasto é feita de forma desajeitada, deixando uma sensação de não-lugar e sufocando a sensação de liberdade que se espera de um jogo da Bethesda.

Subtítulo 3: Uma antologia de tutoriais
Starfield sofre com excesso de tutoriais. Para compreender os diferentes sistemas de jogo, o jogador deve seguir tutoriais de mineração, combate, exploração planetária, combate espacial, navegação espacial, etc. Esse excesso de informação prejudica a experiência de jogo, pois fica difícil se deixar mergulhar completamente no universo por causa dessa sucessão de tutoriais. Parece que a Bethesda tentou incluir demasiados sistemas de jogo sem conseguir integrá-los sem problemas.

Subtítulo 4: Missões secundárias emocionantes
Apesar dessas falhas, Starfield brilha com suas missões paralelas. Os jogadores podem optar por se desviar da missão principal para explorar o universo, construir postos avançados, cultivar vegetais, extrair recursos ou escanear criaturas alienígenas. O combate pode ser resolvido de várias maneiras, seja furtivamente, usando truques ou recrutando mercenários. O jogo também impressiona pela mecânica física, oferecendo interações divertidas com objetos do cenário. As missões secundárias abrem um mundo de possibilidades e revelam o verdadeiro potencial de Starfield.

Conclusão:
Starfield é um videogame que oferece uma experiência cativante e frustrante. Apesar de suas falhas, o jogo oferece missões secundárias emocionantes e um vasto universo para explorar. Porém, sua falta de coesão e a superabundância de tutoriais podem desanimar os jogadores. Starfield é um jogo que reflete a genialidade da Bethesda, mas luta para conciliar todas as suas qualidades num todo harmonioso. Então, você está pronto para se aventurar no espaço infinito de Starfield?

Fonte: www.eurogamer.net