Uma nova parceria para relançar World of Warcraft na China
Foi anunciada uma nova aliança entre a Blizzard Entertainment, gigante americana dos videogames, e a NetEase com o objetivo de trazer o famoso jogo World of Warcraft para o mercado chinês. Esta decisão gerou intensa especulação online, sugerindo que as duas empresas tinham encontrado um terreno comum após a suspensão dos serviços pela empresa americana em janeiro passado. Segundo um meio de comunicação tecnológico chinês, 36Kr, a Blizzard optou por renovar a parceria com a NetEase, com o objetivo de reconquistar o mercado chinês.
Um retorno que levará tempo
O anúncio desta nova parceria despertou imediatamente as redes sociais, impulsionando a hashtag #NetEaseBlizzardReunion para o topo das tendências na plataforma de microblogging Weibo. World of Warcraft, o jogo icônico da Blizzard, gerou um entusiasmo considerável no mercado chinês, embora tenha visto um declínio em popularidade ao longo dos anos. Se o novo acordo for concretizado, levará pelo menos seis meses para o jogo voltar, enquanto ambas as empresas reconstroem a equipe operacional e testam os servidores, segundo a reportagem.
Esta parceria renovada surge após um período de tensão entre a Blizzard e a NetEase, marcado por disputas e rejeições de propostas. A empresa americana suspendeu os seus serviços na China em janeiro, após divergências com a NetEase sobre os termos da extensão da parceria. O anúncio do retorno de World of Warcraft à China ocorre durante um período turbulento para a indústria de videogames no país, marcado por regulamentações rígidas e convulsões econômicas.
A indústria de videogames da China enfrenta desafios regulatórios
Sem um parceiro local, a Blizzard teve que descontinuar o suporte a muitos títulos populares na China, como Overwatch, Hearthstone, StarCraft e Diablo III. As rígidas regulamentações de videogames da China exigem que os títulos estrangeiros sejam publicados por distribuidores locais para garantir que tenham as licenças apropriadas – um processo que muitas vezes envolve ajustes para agradar aos censores. A Administração Nacional de Imprensa e Publicação (NPPA) aprovou 98 jogos importados este ano, anunciou na última sexta-feira.
O potencial retorno da Blizzard à China segue-se à aquisição da controladora Activision Blizzard pela Microsoft, por US$ 68,7 bilhões, que superou seus maiores obstáculos regulatórios este ano. A China tem assistido a uma turbulência considerável no sector dos videojogos nos últimos anos, marcada por regulamentações rigorosas que limitam o tempo de jogo para menores e conduzem à volatilidade nas ações das empresas de videojogos na sequência de novas regulamentações governamentais.
Fonte: www.bing.com




