A ressurreição do mercado chinês de videogames
Uma nova parceria entre Blizzard Entertainment e NetEase
Relatórios indicam que a gigante americana de videogames Blizzard Entertainment chegou a um novo acordo com a NetEase para trazer seu principal jogo, World of Warcraft, para a China. Esta notícia gerou especulações online sobre uma possível distensão entre as duas empresas após a suspensão dos serviços da empresa americana no mercado chinês em janeiro. A Blizzard procurou colaborar com outras editoras chinesas para trazer seu jogo mais conhecido de volta ao país, mas acabou renovando sua parceria com a NetEase, de acordo com o meio de comunicação de tecnologia chinês 36Kr.
Assim que o novo acordo for assinado, o jogo levará pelo menos seis meses para retornar, pois as empresas precisam reconstruir a equipe operacional e testar os servidores, segundo a reportagem.
Detalhes do renascimento do World of Warcraft na China
Após a notícia, a hashtag #NetEaseBlizzardReunion se tornou um trending topic na plataforma de microblog Weibo. World of Warcraft é um grande atrativo para os jogadores no mercado chinês devido à sua presença de longa data no país. No entanto, sua popularidade diminuiu. Tinha 5 milhões de jogadores ativos no país em 2009, mas esse número caiu para apenas 350 mil até janeiro deste ano, quando a Blizzard suspendeu o serviço, segundo a agência de notícias estatal Xinhua News Agency e o provedor de informações sobre os jogos Wowdata.top.
Questões regulatórias no mercado chinês de videogames
Sem um parceiro local, a Blizzard teve que parar de apoiar muitos títulos populares na China, incluindo Overwatch, Hearthstone, StarCraft e Diablo III. As rígidas regulamentações de videogames da China exigem que os títulos estrangeiros sejam lançados apenas por distribuidores locais para garantir que tenham as licenças adequadas, um processo que muitas vezes envolve censura para agradar aos censores. A Administração Nacional de Imprensa e Publicação (NPPA) aprovou 98 jogos importados este ano, informou na sexta-feira.
O potencial retorno da Blizzard à China segue-se à aquisição da controladora da empresa, a Activision Blizzard, por US$ 68,7 bilhões pela Microsoft. Bobby Kotick, CEO da gigante dos videogames, considerado pela NetEase uma pessoa difícil de administrar, deixará o cargo no dia 29 de dezembro.
Fonte: www.scmp.com





